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O corpo como campo de disputa: da carne interditada à carne vigiada
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Palavras-chave

Corpo e cidade
Espaço público
Política do sensível
Presença
Conflito cultural

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Como Citar

GONÇALVES, Rodrigo. O corpo como campo de disputa: da carne interditada à carne vigiada. Revista Visuais, Campinas, SP, v. 12, n. 00, p. 42–65, 2026. DOI: 10.20396/visuais.v12i00.21133. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/21133. Acesso em: 20 jul. 2026.

Resumo

Este ensaio percorre quatro momentos da arte brasileira contemporânea — Trouxas Ensanguentadas (1970), de Artur Barrio; O Corpo é a Obra (1970), de Antonio Manuel; Vaca (H=c/M=c) (1994), de Laura Lima; e La Bête (2017), de Wagner Schwartz — para investigar o corpo como campo de disputa nos regimes históricos do sensível. Da repressão da ditadura à guerra cultural digital, a carne aparece como território político onde se confrontam censura, normalização e pânico moral. Ao deslocar o lugar do corpo na cidade e na instituição, essas obras reconfiguram o direito de aparecer no espaço público e tensionam as hierarquias que organizam o visível, afirmando a arte como prática de resistência às capturas morais e ideológicas contemporâneas.

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Referências

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