Resumo
Este artigo investiga as relações interartes e os processos de transposição intersemiótica entre a poética de Carlos Moreira, concentrada em Seol, e a produção pictórica de Flávio Dutka. À luz da Action Painting de Jackson Pollock, examina como o automatismo, o fluxo e o acaso controlado do dripping tensionam a sintaxe de Moreira e a materialidade das telas de Dutka. Com base em João Cabral de Melo Neto e Agnaldo Gonçalves, analisa o diálogo entre palavra e imagem diante da dimensão arcaica do Sheol, evidenciando a convergência entre matéria, dissolução representacional, confinamento e enfrentamento ontológico da finitude e da vacuidade histórica.
Referências
MELO NETO, João Cabral de. Joan Miró. In: MELO NETO, João Cabral de. Prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. p. 17-50.
CLÜVER, Claus. Intermidialidade. Pós: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, p. 8-23, nov. 2011.
DUTKA, Flávio. Flávio Dutka [depoimento a acervo institucional]. Porto Velho: MIIS-RO, 2021. Disponível em: https://miis-ro.org/flavio-dutka/. Acesso em: 1 abr. 2026.
DUTKA, Flávio. Acervo fotográfico das obras [fotografias]. Porto Velho: Acervo do artista, 2026.
GONÇALVES, Agnaldo José. Figurações do visível: literatura e artes plásticas. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2005.
KARMEL, Pepe (ed.). Jackson Pollock: interviews, articles, and reviews. New York: Museum of Modern Art, 1999.
MOREIRA, Carlos. Seol. São Paulo: Editora Lavra, 2021.
PLAZA, Julio. Tradução intersemiótica. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Revista Visuais
