Resumo
O artigo coloca em perspectiva as entonações do conceito de moderno no circuito expositivo carioca do início do século XX, a partir da emergência dos salões independentes. Em meio às comemorações do Centenário da Independência, as expectativas em torno da mostra oficial atraíram os holofotes lado a lado à proposta de um salão livre, o Salão da Primavera. Anunciado como um certame sem júri e crítico ao crivo institucional, cumpre sublinhar que esse não seria um caso isolado. Ao longo da década de 1920, soluções alternativas ao Salão oficial se tornaram uma pulsão peculiar às páginas dos jornais e o acolhimento verificado permite-nos conjecturá-las como sintoma da modernidade ansiada.
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