Resumo
Este texto apresenta propostas sobre o arquivo e a memória do Ateliê397 desenvolvidas durante pesquisa de mestrado. Refletir sobre o que constitui o arquivo de um espaço independente e como sistematizar seus documentos são as principais inquietações. Entende-se, aqui, o arquivo como uma encruzilhada, em diálogo com teorias decoloniais, e na perspectiva de juntar, entrelaçar, cruzar é possível trabalhar diferentes histórias sobre o Ateliê397. Narrar sobre o arquivo desse espaço é pensar, concomitantemente, sobre a salvaguarda de uma memória própria, mas também sobre a arte contemporânea gestada desde sua fundação.
Referências
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