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A arte da união: análise do maquinário figurativo soviético, dos anos 1930, e sua funcionalidade na condução das “massas”
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Palavras-chave

Artes gráficas
Cartaz
Hannah Arendt
Totalitarismo
Propaganda

Como Citar

DAMASCENO, Mateus Simões. A arte da união: análise do maquinário figurativo soviético, dos anos 1930, e sua funcionalidade na condução das “massas”. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 18, p. 153–165, 2025. DOI: 10.20396/eha.18.2024.12063. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/12063. Acesso em: 5 fev. 2026.

Resumo

O artigo relaciona o poder da imagem embebida pelas dissimulações da propaganda totalitária e contribui para o campo das análises da imagem. Propomos analisar cartazes soviéticos produzidos no período de maior vigor da ideologia stalinista na União Soviética, a década de 1930. Durante esse período, a propaganda totalitária representava um mundo próspero e abundante, algo avesso à realidade vivida durante o momento histórico. A partir das ideias de Hannah Arendt (1906-1975) presentes na obra seminal “Origens do Totalitarismo” (2012) buscamos uma ligação intencional entre os objetivos da ideologia com as estruturas visuais básicas da imagem.

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Referências

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