Resumo
Se a colonização influenciou diretamente em nossa noção do que é ou não conhecimento, são observáveis lacunas no que entendemos hoje como história da arte no Brasil. Nesta seara onde alguns são protagonistas e outros reduzidos a objetos etnográficos em gabinetes de curiosidades, a arte de performance tem se demonstrado como uma ferramenta metodológica para abertura de brechas na colonialidade e é, com frequência, reapropriada e reimaginada a partir de cosmopercepções em diáspora no Brasil. A partir da obra O Embostamento do Museu de Etnologia de Viena (2015), são apresentadas características pertinentes a trabalhos realizados desde epistemologias de terreiros, os quais desafiam nossas categorizações e hermetismos e, com isso, apresentam novos caminhos a serem percorridos no âmbito teórico das Artes Visuais.
Referências
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