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Diplomatas de pincel: a arte política de Ticiano Vecellio e Antonio Moro
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Palavras-chave

Diplomacia
Ticiano Vecellio
Antonio Moro
Renascimento
Arte política

Como Citar

VIEIRA JÚNIOR, Rivadávia Padilha. Diplomatas de pincel: a arte política de Ticiano Vecellio e Antonio Moro. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 9, p. 338–344, 2013. DOI: 10.20396/eha.9.2013.4464. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4464. Acesso em: 5 fev. 2026.

Resumo

Ao longo do Renascimento, a cultura e as artes converteram-se em genuínas ideologias do poder político . O ambiente da corte se consolida como o locus dos novos padrões de comportamento baseados em pressupostos de civilidade (Cf. ELIAS, 2 Vol. 1994). A representação artística ocupava lugar de destaque, firmando-se entre as mais altas esferas de decisão do poder político nos principais Estados europeus, que a buscavam para fortalecer e legitimar a concentração de poderes. A representação visual precisava traduzir a
magnificência, a glória e o poder do governante, correspondendo a uma série de funções – representativas, comemorativas e, inclusive, de propaganda e/ou persuasão – políticas à medida que consolidavam sua soberania. Dessa forma, era necessário o desenvolvimento de representações artísticas oficiais, regulamentando também as atividades dos artistas.

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Referências

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