Resumo
Como se sabe, o neoliberalismo não tem meias palavras para nomear seus inimigos: a democracia de massas e seus perversos filhos, o Estado de bemestar e os sindicatos. As maldições são pronunciadas em nome de valores que se pretendem apriorísticos e universais, de natureza ética e política: esses demônios ameaçam a liberdade e qualquer possibilidade de ordem no mundo humano. Mas não deixam de apelar também a um critério conseqüencialista: os juízos são igualmente fundados em supostos critérios de eficiência e progresso. Adotando um diagnóstico apocalíptico, o novo fundamentalismo de mercado prepara uma receita salvacionista franca e ousadamentemente conservadora: subjugar os sindicatos e impor duras reformas econômicas, libertando o capital dos controles que lhes haviam sido impostos por duzentos anos de lutas populares.
Referências
MORAES, Reginaldo C. Neoliberalismo e neofascismo — és lo mismo pero no és igual?. Crítica Marxista, São Paulo, Xamã, v.1, n.7, 1998, p.121-126.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 1998 Reginaldo C. Moraes