Patrimônio em interpretação: imagens, sentidos e aprendizagem no ofício das Paneleiras de Goiabeiras Velha
DOI:
https://doi.org/10.20888/26m0g613Palavras-chave:
Paneleiras de Goiabeiras, Cultura Visual, Educação PatrimonialResumo
Este artigo analisa fotografias do ofício das Paneleiras de Goiabeiras Velha, reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro, com o objetivo de compreender como as imagens produzem sentidos sobre o patrimônio cultural e contribuem para reflexões nos campos da Cultura Visual, da Educação Patrimonial e da Educação em Ciências. Fundamentado nas contribuições de Martine Joly e Umberto Eco, o estudo compreende a fotografia como artefato cultural e prática interpretativa, capaz de mobilizar códigos visuais, memórias e experiências historicamente situadas. O corpus é composto por fotografias do ofício, incluindo registros produzidos pelas próprias Paneleiras, possibilitando discutir processos de autorrepresentação e produção de visualidades sobre o patrimônio. A análise evidencia que as imagens ultrapassam a função documental, atuando como mediadoras entre memória, território, corpo e conhecimento. Ao tornar visíveis gestos, técnicas, processos de transformação da matéria e formas de transmissão de saberes, as fotografias revelam modos culturalmente situados de produzir e compartilhar conhecimentos. Conclui-se que a fotografia constitui um importante dispositivo de interpretação do patrimônio cultural, ampliando possibilidades de diálogo entre saberes tradicionais e científicos e contribuindo para práticas educativas mais sensíveis à diversidade cultural e à perspectiva intercultural.
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