Patrimonio en interpretación: imágenes, sentidos y aprendizaje en el oficio de las Paneleiras de Goiabeiras Velha

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.20888/26m0g613

Palabras clave:

Paneleiras de Goiabeiras, Cultura Visual, Educación Patrimonial

Resumen

Este artículo analiza fotografías del oficio de las Paneleiras de Goiabeiras Velha, reconocido como patrimonio cultural inmaterial brasileño, con el objetivo de comprender como las imágenes producen sentidos sobre el patrimonio cultural y contribuyen a la reflexión en los campos de la Cultura Visual, de la Educación Patrimonial y de la Educación en Ciencias. Fundamentado en las contribuciones de Martine Joly e Umberto Eco, el estudio comprende la fotografía como artefacto cultural y practica interpretativa, capaz de movilizar códigos visuales, memorias y experiencias históricamente situadas. El corpus está compuesto por fotografías del oficio, incluye registros producidos por las propias Olleras, posibilitando discutir los procesos de auto representación y producción de visualidades sobre el patrimonio. El análisis evidencia que las imágenes transcienden la función documental, actuando como mediadoras entre memoria, territorio, cuerpo y conocimiento. Al visibilizar gestos, técnicas, procesos de transformación de la materia y formas de transmisión de saberes, las fotografías revelan modos culturalmente situados de producir y compartir conocimientos. Se concluye que la fotografía constituye un importante dispositivo de interpretación del patrimonio cultural, ampliando posibilidades de diálogo entre saberes tradicionales y científicos y contribuye para practicas educativas más sensibles a la diversidad cultural y a la perspectiva intercultural.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Rodrigo Garcia Cunha, PPCTE - CEFET/RJ

    Graduação em Química Licenciatura pela Universidade Federal Fluminense (2010). Mestre em Ciência, Tecnologia e Educação pelo CEFET/RJ (2026). Atualmente é professor da Escola Nova by SIS e professor no Colégio São Vicente de Paulo.

  • Sheila Cristina Ribeiro Rego, PPCTE - CEFET/RJ

    Soy licenciada en Física y máster en Educación, ambos títulos obtenidos en la Universidad Federal de Río de Janeiro (UFRJ). Cuento con un doctorado del Instituto Nutes de Educación Científica y para la Salud (UFRJ). Soy profesor del programa de licenciatura en Física del Centro Federal de Educación Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), donde imparto clases en los programas de licenciatura en Ingeniería y Física. Soy miembro permanente del Programa de Posgrado en Ciencia, Tecnología y Educación (PPCTE/Cefet/RJ), que coordiné entre 2019 y 2021. Fui jefe interino del Departamento de Posgrado (DEPOG) de Cefet/RJ (2021-2023). También fui Secretario del Gabinete del Departamento de Educación Superior (DEPES). Tengo experiencia en el campo de la Didáctica de las Ciencias, principalmente en la investigación sobre la producción e interpretación de imágenes visuales, las relaciones entre texto verbal y visual en materiales didácticos y el papel de las imágenes en el entorno cultural y educativo de grupos específicos, como las personas sordas e indígenas. Actualmente, desarrollo estudios basados ​​en una perspectiva intercultural que surge de los movimientos indígenas en Sudamérica.

Referencias

ARANTES, A. A., O patrimônio imaterial e a sustentabilidade de sua salvaguarda. Resgate: Revista Interdisciplinar de Cultura, Campinas, SP, v. 12, n. 1, p. 11–18, 2004. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/article/view/8645608. Acesso em: 10 mai. 2026.

AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas: Papirus, 1995.

BARTHES, Roland. A câmara clara. Trad. Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro. Nova Fronteira: 1984.

BARTHES, Roland. Mitologias. 4. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

CANCLINI, N. G. O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasília, n. 23, p. 95-115, 1994.

CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 3. ed. São Paulo: EDUSP, 2000.

CARTER, Lyn. A Decolonial Moment in Science Education: Using a Socioscientific Issue to Explore the Coloniality of Power. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, [S. l.], v. 17, n. 3, p. 1061-1085, 2017. Disponível em https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbpec/article/view/4663. Acesso em: 10 mai. 2026.

DEMARCHI, J. L. Perspectivas para atuação em educação patrimonial. Revista CPC (USP), v. 22, p. 267-291, 2016.

DEMARCHI, João Lorandi. O que é, afinal, a Educação Patrimonial? uma análise do Guia Básico de Educação Patrimonial. Revista CPC, v. 13, n. 25, p. 140-162, 2018. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/144337. Acesso em: 12 mai. 2026.

DIAS, Carla da Costa. “A tradição nossa é essa é fazer panela preta” – produção material, identidade e transformações sociais entre as artesãs de Goiabeiras, Vitória do Espírito Santo. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em História da Arte (Antropologia da Arte), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 173p., 1999.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Cascas. Tradução de André Telles. São Paulo: Editora 34, 2017.

ECO, Umberto. Tratado geral de semiótica. 3ª ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000.

HORTA, M. L.; GRUNBERG, E.; MONTEIRO, A. Guia básico de educação patrimonial. Brasília: IPHAN, 1999.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Dossiê IPHAN 3: Ofício das Paneleiras de Goiabeiras. Brasília, 2006. 70p. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PatImDos_PaneleirasGoiabeiras_m.pdf. Acesso em: 14 mai. 2026.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Bonecas Karajá: arte, memória e identidade indígena no Araguaia. Goiânia, 2011. 198p. Disponível em: bcr.iphan.gov.br/wp-content/uploads/tainacan-items/65968/127085/Dossie_bonecas_karaja_m.pdf. Acesso em: 14 mai. 2026.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Universo Cultural da Palmeira de Babaçu. Tocantins, 2017. 66p. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/universo_cultural_da_palmeira_babacu.pdf. Acesso em: 14 mai. 2026.

JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Tradução de Marina Appenzeller, 14ª ed, 7ª reimpressão. Campinas: Papirus, 2019.

MAUAD, Ana Maria. Através da imagem: fotografia e construção do passado. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Jane Soares de; PINTO, Ana Maria Mauad (org.). História e imagem: ensaios sobre a fotografia como fonte histórica. Rio de Janeiro: FGV, p. 15–40, 2005.

MITCHELL, William John Thomas. Iconology: Image, text, ideology. Chicago: University of Chicago Press. 1986.

MONTENEGRO, Antônio Torres. História oral e memória: a cultura popular revisitada. 5. Ed. São Paulo: Contexto, 2003.

PAOLI, Maria Célia. Tradição e modernidade nas formas simbólicas. In: NOVAES, Adauto (org.). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, p. 321–343, 1992.

PERRELLI, M. A. DE S. "Conhecimento tradicional" e currículo multicultural: notas com base em uma experiência com estudantes indígenas Kaiowá/Guarani. Ciência & Educação (Bauru), v. 14, n. 3, p. 381–396, 2008.

POLLAK, M. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v.2, n. 3, p. 3-15, jan. 1989.

RIO GRANDE DO NORTE. Lei nº 10.892, de 04 de maio de 2021. Reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte, os saberes, os conhecimentos e as práticas tradicionais de saúde popular e cura religiosa das benzedeiras. Disponível em: https://www.al.rn.leg.br/storage/legislacao/2021/bg2tn2itq8offn9n6umzne6cwuia4g.pdf. Acesso em: 14 mai. 2026.

SCIFONI, Simone. Desafios para uma nova educação patrimonial. Revista Teias, v. 18, n. 48, p. 5–16, 2017.

SONTAG, Susan. Sobre a fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

SOUZA, Luciana Cristina de. Sem torno, nem forno: o processo de institucionalização da categoria imaterial do patrimônio e o caso das Paneleiras de Goiabeiras (1936-2013). Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 173p., 2016.

VANSINA. J. A tradição oral e sua metodologia. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki‑Zerbo. 2. ed. rev.-Brasília: UNESCO, 2010.

WALSH, Catherine. Interculturalidad y (de)colonialidad: Perspectivas críticas y políticas. Congresso da Association Internationale Pour la Recherche Interculturrele (ARIC) Diálogos interculturais: Descolonizar o saber e o poder. Florianópolis, 2009.

Publicado

2026-11-05

Número

Sección

DOSSIÊ TEMÁTICO

Cómo citar

GARCIA CUNHA, Rodrigo; RIBEIRO REGO, Sheila Cristina. Patrimonio en interpretación: imágenes, sentidos y aprendizaje en el oficio de las Paneleiras de Goiabeiras Velha. RIDPHE_R Revista Iberoamericana do Patrimônio Histórico-Educativo, Campinas, SP, v. 12, p. e026009, 2026. DOI: 10.20888/26m0g613. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/ridphe/article/view/21991. Acesso em: 7 nov. 2026.