Resumo
Este artigo analisa as convergências conceptuais, formais e fenomenológicas entre a poética de Herberto Hélder, a evolução da escultura moderna — de Rodin ao Minimalismo e à Arte Concreta — e a obra escultórica de Zulmiro de Carvalho. A partir de alguns textos de Photomaton & Vox (1979), discutem-se noções como “escultura-objecto”, “criação de espaço”, “transmutação”, “silêncio” e “linha”, articulando-as com transformações históricas e estéticas da tridimensionalidade contemporânea. Incluem-se leituras críticas dos textos de Herberto Hélder, propondo que a obra de Zulmiro de Carvalho corporiza exemplarmente a definição herbertiana da escultura enquanto texto-motor — um sistema operativo, espacial, relacional e sensorial.
Referências
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