Resumo
Este trabalho se propõe a estudar o início da arte interativa no Brasil, tomando como referência a fase denominada experimental da produção Hélio Oiticica(1937-1980). Entre as décadas de 1960 e 1970, esse artista se engajou em criações que tinham a intenção de mobilizar todos os sentidos, isto é, envolver o indivíduo total, através de proposições que consistiam em inserir o espectador na obra, buscando uma interação corpo/ objeto/ espaço. Essa consciência corporal pretendia, ainda, romper com as divisões - antes bastante marcadas entre artista e espectador - e desmitificar os conceitos tradicionais de arte e de artista, um prenúncio da contemporaneidade brasileira. A Atuação crítica do artista propõe a aproximação entre arte e vida, abrindo um campo experimental ousado e inédito no contexto da vanguarda artística brasileira da década de 1960. Uma dessas criações foi Parangolé, cuja significação está particularmente no envolvimento do corpo do participante pelas capas, uma referência ao que permanece aberto à imaginação do espectador, que sobre a obra se cria.
Referências
BRITO, Ronaldo.Neoconcretismo. Cosac & Naify, 1999.
CARNEIRO, Beatriz Scigliano.Relâmpagos com claror: Lygia Clark e Hélio Oiticica, vida como arte. São Paulo: Imaginário: FAFESP, 2004.
FAVARETTO, Celso. A invenção de Hélio Oiticica. São Paulo: Edusp, 2000.
OITICICA, Hélio. Aspiro ao grande labirinto. Introdução Luciano Figueiredo; Mário Pedrosa; compilação Luciano Figueiredo; Lygia Pape; Wally Salomão. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.
Hélio Oiticica. Catalogue Raisonné. Projeto Hélio Oiticica. Rio de Janeiro, 2007.
JUSTINO, Maria José. Seja marginal, seja herói: modernidade e pósmodernidade em Hélio Oiticica.Curitiba: Ed. da UFPR, 1998. http://www.itaucultural.org.br

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Copyright (c) 2008 Nívia Valéria dos Santos