Resumo
Mais de uma vez se ouviu Jorge Coli ressaltar a importância da reprodução da obra de arte para o trabalho do seu historiador. A mobília fundamental seria uma mesa grande, na qual se possam espalhar diversas reproduções e analisá-las por comparação. Além de proporcionar o manuseio e permitir várias associações entre elas, as reproduções são também essenciais para o trabalho de catalogação das obras de um pintor, por exemplo.A reprodução de pinturas em periódicos e livros antigos, principalmente os contemporâneos ao artista, além de autenticar essas obras, ajudam muito no conhecimento de inscrições – assinaturas, datas, dedicatórias – que hoje já não se podem ver nos originais, devido à ação do tempo. Principalmente em se tratando de arte brasileira, as poucas reproduções que temos são essenciais para o trabalho de recuperação da sua história. Para analisar todos esses aspectos sirvo-me, como estudo de caso, da obra de pintura a óleo de Eliseu Visconti, da qual venho me ocupando há mais de sete anos.
Referências
BARATA, Frederico. Eliseu Visconti e seu tempo. Rio de Janeiro: Zélio Valverde, 1944.
CAVALCANTI, Carlos. Visconti, o pintor da alegria. O Cruzeiro. Rio de Janeiro, 23 set 1967, pp. 29-31.
DUQUE, Gonzaga. Salão de 1905. Kosmos, nº 9. Rio de Janeiro, set 1905.
EPOPÉIA. 1953. Rio de Janeiro: Ebal, nº 14, set.
EXPOSIÇÃO Visconti. Encerramento. Correio Paulistano, São Paulo, 4 abr 1903.
EXPOSIÇÃO Elyseu Visconti na “Galeria Jorge”: os quadros adquiridos. O Jornal, Rio de Janeiro, 6 ago 1920.
FREITAS, Geraldo de. Visconti e seu tempo. O Cruzeiro. Rio de Janeiro, 22 set 1945, pp. 56, 57.
GONÇALO JUNIOR. A guerra dos gibis: a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
GUTTERRES, Nuno. Exposição Visconti. Correio Paulistano, São Paulo, 26 mar 1903.
Illustração Brasileira, Rio de Janeiro: nº 18, fev 1922; nº 26, 12 out 1922; nº 32, abr 1923; nº 35, jul 1923; nº 38, out 1923; nº 39, nov 1923; nº 41, jan 1924; nº 47, jul 1924; nº 49, set 1924; nº 50, out 1924; nº 63, nov 1925; nº 97, set 1928; nº 5, set 1935; nº 7, nov 1935; nº 12, abr 1936; nº 26, jun 1937; nº 244, set/out 1956; nº 249, jul/ago 1957.
JUBILEU de um grande artista nosso: Elisêo Visconti, sua vida e sua obra, O. 1943. O Homem Livre, nº 190. Rio de Janeiro, jan/fev.
MARIANNO FILHO, José. A nobre arte de Elyseu Visconti. Renascença, nº 49. Rio de Janeiro, mar 1908.
MATTOS, Adalberto. As nossas trichromias. Illustração Brasileira, nº 19. Rio de Janeiro, 20 mar 1922.
MUSEU de Arte Contemporânea de Pernambuco. Recife: MEC/ FUNARTE/ INAP, 1982.
OLIVEIRA, Franklin de. O silencioso e belo Eliseu Visconti. O Cruzeiro. Rio de Janeiro, 10 dez 1949, pp. 26, 27.
RAPIN. A exposição de 1905. Renascença, nº 20. Rio de Janeiro, out 1905, pp. 174-182.
RIBEIRO, Fléxa. Eliseu Visconti. Ilustração Brasileira, nº 115. Rio de Janeiro, nov 1944, pp. 23-26.
SANTOS, Carlos Américo dos. Rio de Janeiro. The Studio, nº 111. London, jun 1902, pp. 70-71.
SANTOS, Carlos Américo dos. Rio de Janeiro, The Studio, nº 156. London, mar 1906, pp. 178-179.
SERAPHIM, Mirian. Eros adolescente: No verão de Eliseu Visconti. Campinas: Autores Associados, 2008.
SILVANO. Exposição Geral de Bellas-Artes. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 23 set 1898, p. 2.
SILVESTRE, Armand. Le Nu au Salon du Champ de Mars. v. 24. Paris: Bernard, 1897.
VIANNA, Victor. Escola de Bellas Artes: os premios de viagem. Renascença, nº 26. Rio de Janeiro, abr 1906, pp. 177-179.
VISCONTI; Bonadei. São Paulo: Art, 1993.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2008 Mirian Nogueira Seraphim