Resumo
A hipertrofia miocárdica é um achado comum em reposta a estímulos fisiológicos e patológicos, sendo caracterizada pela combinação de hipertrofia celular dos cardiomiócitos e expansão da matriz extracelular no miocárdio, constituída pela fibrose intersticial e pelo acúmulo de colágeno entre os cardiomiócitos. Tanto a fibrose intersticial como a hipertrofia dos cardiomiócitos estão presentes em pacientes com insuficiência cardíaca (IC), sendo que particularmente a fibrose possui associação com a disfunção ventricular, com um prognóstico desfavorável e com uma resposta terapêutica limitada. O exercício isométrico produz o aumento transitório da pressão central da aorta, contribuindo para o desenvolvimento da hipertrofia ventricular esquerda (HVE) concêntrica além de alteração da função diastólica. A investigação do modelo de HVE em atletas de força mostra-se útil para enriquecer o entendimento das alterações precoces que podem estar associadas com o aumento da predisposição para o estabelecimento da IC. Recentemente nosso grupo descreveu e validou nova metodologia para investigação do remodelamento miocárdico a nível celular pela ressonância magnética cardíaca (RMC), com a avaliação da fibrose intersticial e do tamanho dos cardiomiócitos. Neste estudo, pretendemos investigar aspectos do remodelamento miocárdico em modelo de HVE em atletas de força, caracterizando não apenas a fibrose intersticial mas também a hipertrofia dos cardiomiócitos, utilizando técnicas oriundas da RMC.

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Copyright (c) 2019 Nátali Anne Gabriel do Amaral, Otavio Rizzi Coelho Filho