Resumo
O tratamento do câncer de bexiga não-músculo invasivo baseia-se no tratamento cirúrgico, seguido da imunoterapia intravesical com BCG, a qual está associada a efeitos colaterais e possui altas taxas de recidiva. Neste contexto, outros tratamentos são promissores, principalmente aqueles baseados no uso de sistemas de liberação de fármacos, como nanopartículas, para aumentar eficiência a internalização do fármaco.
No presente estudo descreve os efeitos antitumorais da doxorrubicina(DOXO) livre e/ ou carreada pelo óxido de grafeno, do siRNA(RNA de interferência para VEGF) complexado com OG-PEG-PEI e, por fim, a associação destes no tratamento do CBNMI induzido quimicamente em ratos. Nossos resultados demonstraram o tratamento com DOXO é ineficiente pela via intravesical. Os animais que receberam somente o tratamentol com as partículas isoladas evoluíram com 100% de malignidade mostrando que elas sozinhas não influenciam no desfecho. Ambos tratamentos com DOXO(OG-DOXO) ou siRNA(OG-PEG-PEI/siRNA) incorporados ao OG promoveram inibição da progressão tumoral em 20% dos animais. A associação entre OG-DOXO e OG-PEG-PEI/siRNA foi efetivo e promoveu a redução da progressão tumoral em 60% dos animais. Assim, o Óxido de Grafeno produzido pelo presente estudo apresentou como pontos positivos a eficácia comprovada da incorporação de fármacos com ação antitumoral e grande potencial para aplicação intravesical em tumores de bexiga urinária, uma vez que reduziu significativamente essas lesões.

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Copyright (c) 2019 Paulo Sergio dos Reis Junior, Wagner Jose Favaro