Investigação etiológica de meningites em amostras de líquido cefalorraquidiano de pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas
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Palavras-chave

Meningites investigação etiológica
Líquido cefalorraquidianoanálise molecular
Líquido cefalorraquidianoanálise imunoenzimática

Como Citar

JACONIS, Sabrina; GARLIPP, Celia; BOTTINI, Paula. Investigação etiológica de meningites em amostras de líquido cefalorraquidiano de pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. Revista dos Trabalhos de Iniciação Científica da UNICAMP, Campinas, SP, n. 27, p. 1–1, 2019. DOI: 10.20396/revpibic2720191594. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/1594. Acesso em: 19 mar. 2026.

Resumo

A meningite bacteriana é a patologia mais grave dentre os processos infecciosos do sistema nervoso central. Seus principais agentes etiológicos são Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Já na meningite viral, o enterovírus e o adenovírus são os mais prevalentes. O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é o padrão-ouro no diagnóstico dessa infecção. O emprego de técnicas imunoenzimáticas e a reação da PCR permite a identificação dos agentes etiológicos com elevadas sensibilidade, especificidade e rapidez. O objetivo desse estudo é identificar o agente etiológico das meningites por meio da análise molecular e/ou imunoenzimática em amostras de LCR de pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da UNICAMP, no período de janeiro de 2017 a maio de 2019. No intervalo, 845 amostras foram encaminhadas para pesquisa do agente etiológico viral (Grupo 1), 27 para o agente bacteriano (Grupo 2) e 41 para os demais (Grupo 3). No grupo 1, o adenovírus foi o mais prevalente, correspondendo a 57,8% das amostras com agente viral detectado, enquanto no grupo 2, foi o S. pneumoniae, representando 20%. Em 67% das amostras, o patógeno não foi detectado. Apesar de todo o avanço tecnológico, o diagnóstico etiológico das meningites continua sendo um desafio. Técnicas imunoenzimáticas e de biologia molecular têm se mostrado ferramentas importantes no estabelecimento da etiologia das meningites, tendo impacto positivo na vigilância epidemiológica dessas doenças.

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Referências

Secretaria de Vigilância em Saúde, Boletim Epidemiológico: Meningites bacterianas não especificadas no Brasil, 2007 a 2016 Vol. 50 Nº 03, 2019.

Ministério da Saúde. Disponível em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/fevereiro/01/2018038.pdf. Último acesso em 19 de junho de 2019.

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