Resumo
A meningite bacteriana é a patologia mais grave dentre os processos infecciosos do sistema nervoso central. Seus principais agentes etiológicos são Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Já na meningite viral, o enterovírus e o adenovírus são os mais prevalentes. O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é o padrão-ouro no diagnóstico dessa infecção. O emprego de técnicas imunoenzimáticas e a reação da PCR permite a identificação dos agentes etiológicos com elevadas sensibilidade, especificidade e rapidez. O objetivo desse estudo é identificar o agente etiológico das meningites por meio da análise molecular e/ou imunoenzimática em amostras de LCR de pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da UNICAMP, no período de janeiro de 2017 a maio de 2019. No intervalo, 845 amostras foram encaminhadas para pesquisa do agente etiológico viral (Grupo 1), 27 para o agente bacteriano (Grupo 2) e 41 para os demais (Grupo 3). No grupo 1, o adenovírus foi o mais prevalente, correspondendo a 57,8% das amostras com agente viral detectado, enquanto no grupo 2, foi o S. pneumoniae, representando 20%. Em 67% das amostras, o patógeno não foi detectado. Apesar de todo o avanço tecnológico, o diagnóstico etiológico das meningites continua sendo um desafio. Técnicas imunoenzimáticas e de biologia molecular têm se mostrado ferramentas importantes no estabelecimento da etiologia das meningites, tendo impacto positivo na vigilância epidemiológica dessas doenças.
Referências
Secretaria de Vigilância em Saúde, Boletim Epidemiológico: Meningites bacterianas não especificadas no Brasil, 2007 a 2016 Vol. 50 Nº 03, 2019.
Ministério da Saúde. Disponível em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/fevereiro/01/2018038.pdf. Último acesso em 19 de junho de 2019.

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