Resumo
Esta pesquisa propõe uma reflexão sobre a performatividade que surge do instrumento semiótico inerente ao performer – o corpo – quando imerso nas relações de urbanidade e de indivíduo-cidade. Busco analisar através da metodologia de “prática-como-pesquisa” e pelo viés da performatividade, um conceito contemporâneo, a fricção originada do atrito ideológico entre corpo e espaço. O primeiro, organismo vivo e pulsátil; o segundo, matéria urbana inanimada e rígida. A pesquisa tem dois momentos: o primeiro se trata de criação de ações performativas individuais pelo campus da Unicamp e pela cidade de Campinas, simultaneamente a estudos teóricos acerca da performance e de suas sublinguagens; o segundo se trata da continuidade do estudo teórico, acrescido de uma experimentação coletiva de criação em performance, através de um grupo de estudos guiado pelo pesquisador e que teve como objetivo levar à prática o conhecimento adquirido pelo estudo teórico, além de aglutinar experiências sensoriais e criativas em grupo. Com o grupo de estudos, as práticas se materializaram em ações performativas que foram executadas em espaços públicos da cidade de Campinas. Espiar os limites, os contatos e as reações do corpo com a pólis é a que se dedica esse estudo.
Referências
Lepecki, André. Coreopolítica e coreopolícia. Ilha (Revista de Antropologia), Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 41-60, jan./jun. (2011) 2012.

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