Resumo
Estudos da neurociência demonstram que o espaço construído interfere diretamente no comportamento das pessoas. Com isso, arquitetos podem enxergar as potencialidades de seus projetos e projetá-los tendo em mente que podem incentivar determinados comportamentos. Na década de 60 os arquitetos começaram a estudar e a evidenciar o papel da interação que o ser humano tem com o espaço construído. Os estudos de Kevin Lynch (2010), Gordon Cullen (1996), Jane Jacobs (2000) e Christopher Alexander (2017) são marcos importantes da abordagem pela percepção espacial. Esta pesquisa estabelece uma ponte entre a abordagem da arquitetura através da percepção ambiental (Gordon Cullen), e a abordagem da neurociência, tendo como base o trabalho de John Zeisel. O trabalho também articula o pensamento da neurociência de Zeisel aplicada na arquitetura com a abordagem das qualidades e “padrões” do tecido urbano de Cullen. A pesquisa teve como objetivo a sistematização, em uma "tabela periódica" de paisagem urbana, as qualidades do livro clássico "Paisagem Urbana", com base nos conceitos da neurociência. A "tabela periódica" é uma contribuição na forma de uma ferramenta prática para o exercício da percepção da paisagem urbana. Esse produto da pesquisa é apresentado como uma forma aberta, que permite a adição e a discussão de novos elementos e categorias, úteis para se pensar as qualidades espaciais do espaço urbano.
Referências
ALEXANDER, C. et al. A pattern language: towns, buildings, construction. 41. print ed. New York, NY: Oxford Univ. Press, 2017.
CULLEN, Gordon. Paisagem urbana. Lisboa: Edições 70. 202p., , 1996.
JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
ZEISEL, John. Inquiry by Design: Environment/Behavior/Neuroscience in Architecture, Interiors, Landscape, and Planning. New York: W.W.Norton, , 2006.

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