Resumo
Falhas na terapia com Implantes Dentários podem ser atribuídas a uma série de fatores. Essas falhas podem ser chamadas primárias ou tardias de acordo com a época em que ocorrem. O objetivo do presente trabalho foi analisar retrospectivamente a perda primária de Implantes realizados na Área de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial da FOP-UNICAMP. Foram analisadas as seguintes variáveis: gênero, tabagismo, enxertia óssea prévia, tipo de implante, região anatômica, região nos maxilares, além do diâmetro e comprimento dos implantes. Na análise estatística foi realizada uma análise descritiva e comparativa com auxílio do programa SPSS 18.0 para Windows. Para estabelecer comparações entre os pacientes que tiveram implantes perdidos daqueles que não tiveram perda foi utilizado o teste qui-quadrado, sendo considerado resultado estatisticamente significativo para valores de p<0,05. Os pacientes tabagistas apresentaram maior incidência de perda de implante que aqueles que não fumavam, com diferença estatisticamente significativa (p<0,01). A região anatômica não influenciou na perda de implantes, no entanto a região posterior apresentou maior perda de implantes, com diferença estatisticamente significativa (p<0,01). A perda de implante obteve diferença estatisticamente significativa em relação ao tipo de implante, essa diferença foi identificada entre os tipos HE e CM .Quanto ao diâmetro foi observada uma perda maior dos SD E WD em relação aos RD.
Referências
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