Retórica do arquivamento: patrimonialização, memória e esquecimento nos processos de tombamento do Centro Histórico Expandido de Campinas
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Palavras-chave

Patrimônio histórico
Tombamento
Memória e esquecimento

Como Citar

ARAUJO, Lucas de; MENEGUELLO, Cristina. Retórica do arquivamento: patrimonialização, memória e esquecimento nos processos de tombamento do Centro Histórico Expandido de Campinas. Revista dos Trabalhos de Iniciação Científica da UNICAMP, Campinas, SP, n. 27, p. 1–1, 2019. DOI: 10.20396/revpibic2720191736. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/1736. Acesso em: 18 mar. 2026.

Resumo

Ao fim do século XIX e começo do século XX, Campinas passava por profundas mudanças: um dos principais centros do comércio cafeeiro oitocentista via um incipiente esforço modernizador se instaurar conforme a industrialização se concretiza. Com isso, a cidade presencia uma substancial mudança de seu centro, com novas construções aos moldes do estilo arquitetônico eclético se popularizando. Tais transformações marcam tanto a organização espacial, quanto a história de Campinas. Nesse contexto, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC), o departamento de história da Unicamp e a FAPESP dão início à produção do Inventário do Centro Histórico Expandido de Campinas, com o objetivo de catalogar esses imóveis e servir-lhes como ferramenta de preservação. No entanto, a grande maioria dos processos de tombamento abertos através do inventário são desfigurados e arquivados. A presente pesquisa, através deste estudo de caso, compreende os debates sobre o arquivamento como prática patrimonial e o sistema memória-esquecimento na produção historiográfica e no campo de discussões sobre o patrimônio histórico.

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Referências

CAMPINAS. Secretaria Municipal de Cultura. CONDEPACC. ATA 449. Campinas, SP, 2015. 16 p.

FRANCISCO, R. C. Inventário como ferramenta de preservação: a experiência da cidade de Campinas/SP. Revista CPC, São Paulo. n. 6. pp. 125, 2008.

GONÇALVES, José Reginaldo Santos. A retórica da perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/Ministério da Cultura/Sphan, 1996.

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