O conceito de sintoma de Freud a Lacan em suas relações com a linguagem
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Palavras-chave

Sintoma
Freud e Lacan
Linguagem e psicanálise

Como Citar

NASCIMENTO, Elisa; BALDINI, Lauro. O conceito de sintoma de Freud a Lacan em suas relações com a linguagem. Revista dos Trabalhos de Iniciação Científica da UNICAMP, Campinas, SP, n. 27, p. 1–1, 2019. DOI: 10.20396/revpibic2720191926. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/1926. Acesso em: 18 mar. 2026.

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo realizar um percurso teórico acerca da concepção de sintoma na psicanálise, pensando esse conceito a partir da incidência da linguagem no corpo, de um ponto de vista psicanalítico, mas que não deixa de levar em conta o modo como o campo das ciências da linguagem dialoga com as reflexões de textos fundamentais selecionados de Freud e Lacan. Diferentemente da concepção tomada em outros campos do saber, que consideram o sintoma como indicador de uma verdade, sinal, indício ou marca em relação a uma doença orgânica e como algo que precisa ser eliminado para que o paciente obtenha a cura, a psicanálise o toma como algo revelador de uma verdade sobre o sujeito inconsciente. O sintoma, sob esta perspectiva, pode ser entendido não como pertencente exclusivamente à ordem do patológico, mas como intermediador da relação do sujeito com seu desejo, por via da linguagem: nele há uma satisfação que vai além do princípio de prazer. O sintoma apresenta importância clínica, pois o sujeito reclama ao analista a extinção da repetição de um "mal-estar", que lhe ocasiona um sofrimento específico. O tratamento psicanalítico, segundo Lacan, orienta o sujeito a se libertar dessa insistência repetitiva pela via do significante. Assim, a questão do significante, e de maneira mais geral, a da linguagem e da língua, além da afirmação lacaniana de que o inconsciente se estrutura como uma linguagem, tornam-se o ponto de partida essencial para esta pesquisa.

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Referências

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