Resumo
A formação de uma nova palavra pode ocorrer de um empréstimo de outra língua como ‘download’ ou ‘shopping’, mantendo ortografia e fonologia originais independente das regras da língua alvo. Os empréstimos podem ser adaptados para a língua como em ‘blecaute’ (blackout) ou serem usadas na sua forma original, mantendo inclusive sua pronúncia independente das regras da língua alvo. Porém, existem empréstimos que conseguem receber morfologia da língua alvo como em ‘clipar’ e ‘bugar’. Nosso objetivo é iniciar um estudo psicolinguístico deste terceiro caso. Para isso, aplicamos um teste de decisão lexical, na qual os participantes devem responder se uma sequência de letras é uma palavra ou não.
As palavras do Português (PB), com ou sem morfema, tiveram respostas mais rápidas (RT), indicando uma maior facilidade dos participantes em acessar palavras de sua língua nativa.
As análises indicam que os RT para palavras estrangeiras são significativamente mais lentos do que nas demais condições, indicando que seu processo de ativação é diferente. Esses dados podem indicar uma intersecção mais custosa entre dois sistemas de composição de palavras em falantes nativos de PB com domínio do inglês como L2.

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Copyright (c) 2019 Fernando Luis Sabatini, Thiago Oliveira da Motta Sampaio
