Resumo
A agroecologia apresenta-se como um caminho necessário para a agricultura dentro do cenário de desigualdades do campo e aparece nas agendas dos movimentos sociais, como o MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. No cotidiano dos assentamentos, ela ocorre por meio da transição agroecológica, construída por dois processos: a ecologização e a ação coletiva. No âmbito da ação coletiva, a comercialização é uma dificuldade para o desenvolvimento dos assentamentos, que buscam como solução a comercialização por sistemas de venda que tem como base uma relação próxima entre consumidores e agricultores. O Assentamento Milton Santos, localizado nos municípios de Cosmópolis e Americana/SP, vive esta experiência, onde as trocas possibilitadas por ela podem repercutir na lógica de produção interna. Buscamos compreender quais passos os agricultores estão realizando na transição agroecológica, por meio de entrevista semi-estruturada que permitiu ouvir seus limites, suas motivações e práticas adotadas. A transição apresentou-se limitada pela forma de trabalho e principalmente por questões estruturais, como acesso a água e escoamento da produção.

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Copyright (c) 2019 Letícia Alaniz Garcia, Luciano Pereira