Resumen
En este artículo analizo la formación de la “historia oficial” del choro y su reproducción en trabajos recientes producidos, sobre todo, en el ámbito académico. Para ello, utilizo una breve narrativa que condensa las principales etapas de la formación de género consagradas en esta historia para demostrar cómo históricamente se han consolidado en la bibliografía. Luego reflexiono, a partir de las relaciones entre narración y poder, cómo esta narrativa hegemónica se vincula a una determinada concepción de la Historia.
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