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Desventuras da subversão: Oswald de Andrade, o Teatro Oficina e os dois momentos de O Rei da Vela
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Palavras-chave

Oswald de Andrade
Teatro Oficina
Modernismo

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Como Citar

LIMA, Bruna Della Torre de Carvalho. Desventuras da subversão: Oswald de Andrade, o Teatro Oficina e os dois momentos de O Rei da Vela. Proa: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 4, n. 00, p. 85–99, 2012. DOI: 10.20396/proa.v4i00.16472. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16472. Acesso em: 25 jan. 2026.

Resumo

O Rei da Vela, encenada pela primeira vez em 1967 pelo Teatro Oficina, ficou consagrada como um dos emblemas mais importantes da resistência cultural à ditadura militar. Escrita em 1933, por um Oswald de Andrade comunista, a peça reclamava por uma revolução social, porém ficou mais de 30 anos no ostracismo até ser retomada por José Celso Martinez Corrêa. Este artigo reflete sobre a recepção do modernismo de Oswald de Andrade nos anos de chumbo, com vistas a compreender o sentido que readquiriu o modernismo a partir de então.

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