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Currículos mais musicais: considerações sobre transformações em matrizes curriculares indígenas, escolares e universitárias
Uma foto de pés descalços com adornos de conchas nos tornozelos em meio a areia, com a marca da revista exibida na parte inferior central da imagem.
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Palavras-chave

Música
Decolonialidade
Indígenas
Escola
Universidade

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Como Citar

HERBETTA, Alexandre. Currículos mais musicais: considerações sobre transformações em matrizes curriculares indígenas, escolares e universitárias. Proa: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 10, n. 1, p. 200–220, 2020. DOI: 10.20396/proa.v10i1.17612. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/17612. Acesso em: 25 jan. 2026.

Resumo

Este texto busca refletir sobre o potencial presente em musicalidades indígenas enquanto práticas pedagógicas contra-hegemônicas, as quais vão de encontro à colonialidade do ser, do poder e do saber, observada muitas vezes em instituições escolares indígenas e, também, na universidade. Desta forma, especificamente, busca-se descrever dois processos de transformação curricular nos quais a música atua enquanto possibilidade de prática decolonial e em contraposição à imposição de uma matriz eurocêntrica de conhecimento. Um destes processos se dá em escolas indígenas que participam do projeto do Núcleo Takinahaky da Universidade Federal de Goiás, o outro se dá no próprio currículo do Curso de Licenciatura em Educação Intercultural vinculado ao mesmo núcleo.

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