Leituras do espaço museal por meio da educação patrimonial: quando a extensão traduz o discurso dos acervos ao público
DOI:
https://doi.org/10.20888/ridphe_r.v11i00.20914Palavras-chave:
Educação Patrimonial, Museu Gama d’Eça, Museus universitários, Santa Maria, Rio Grande do SulResumo
A partir da atuação do autor, que se insere no espaço museológico como pesquisador e historiador, em diálogo com outras disciplinas, este trabalho visa pensar os sentidos que os acervos e coleções presentes no Museu Gama d’Eça – localizado em Santa Maria (RS), sob a gestão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – comunicam ao público. O museu conta com as coleções Victor Bersani (referente à Sociedade União dos Caixeiros Viajantes – SUCV), tombada pelo SPHAN em meados dos anos 1930, e o acervo Gama d’Eça, com a coleção institucional da própria universidade. Considerando a emergência do espaço museal, observamos a urgência de comunicar ao público, por meio de ações de extensão que traduzem saberes produzidos na própria instituição, elementos que contam a história local, regional e até mesmo nacional.
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