Resumo
Este ensaio, objetiva esmiuçar o diálogo existente entre as Artes e o campo das Ciências Sociais, tomando por base de discussão o romance literário Riacho Doce de José Lins do Rego (2021), com o intuito de demonstrar como a sensibilidade do enredo oportuniza uma leitura aprofundada sobre as relações sociais que orientam os modos de ser e saber-fazer dos pescadores marítimos. Para aprofundar nossa interpretação da obra, utilizamos como base de apoio alguns conceitos mobilizados por pesquisadores do campo das Ciências Sociais, tendo por interesse aproximar seus fios de discussão.
Referências
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MALDONADO, S. Mestre & mares: Espaço e indivisão na pesca marítima. São Paulo-SP: Annablume. 1994. 194 p.
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TASSARA, H. Os vários pescadores artesanais. In: LINSKER, R.; TASSARA, H. O mar é uma outra terra. São Paulo-SP: Terra Virgem, 2005. p. 29-63.
RAMALHO, Cristiano Wellington Noberto. Embarcadiços do encantamento: trabalho sinônimo de arte, estética e liberdade na pesca marítima. Campinas: Ceres-Unicamp; São Cristóvão, Editora da UFS, 2017.
RAMALHO, Cristiano Wellington Noberto. Ah esse povo do mar! Um estudo sobre trabalho e pertencimento na pesca artesanal pernambucana. Polis: Campinas, SP: CERES (Centro de Estudos Rurais do IFCH) – UNICAMP, 2006.
RÊGO, José Lins do. Riacho Doce. [apresentação Ivan Marques]. – 23. Ed. – São Paulo, SP: Global Editora, 2021. 313p.

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