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Formas de “fazer o gado”: embates sociobiotécnicos na racialização de rebanhos na Canastra - MG
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Palavras-chave

Gado
Campenisato
Queijos artesanais
Raça

Metrica

Como Citar

DUPIN, Leonardo Vilaça; CINTRÃO, Rosângela Pezza. Formas de “fazer o gado”: embates sociobiotécnicos na racialização de rebanhos na Canastra - MG. RURIS (Campinas, Online), Campinas, SP, v. 17, n. 00, p. e025007, 2026. DOI: 10.53000/rr.v17i00.20113. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/ruris/article/view/20113. Acesso em: 15 ago. 2026.

Resumo

Este artigo aborda práticas interespecíficas de manejo do gado leiteiro por famílias camponesas produtoras de queijo minas artesanal na região da Canastra, em Minas Gerais. Analisamos as práticas denominadas por estas famílias como “fazer o gado”, que resultam em rebanhos “mestiços”, compostos por uma mistura de raças que é considerada por técnicos especializados como sinal de atraso, por terem baixa produtividade. Buscamos demonstrar como as práticas de raceamento dessas famílias operam com uma lógica bastante distinta do melhoramento genético voltado para a produção de leite em escala industrial. A rejeição, por estas famílias, das tecnologias de especialização das raças, envolve uma outra ética na relação com os animais, com a terra e a natureza, como parte da organização da vida e do trabalho. Engloba ainda um conjunto de elementos e saberes relacionados com proximidade, memória, cuidados com a saúde dos animais e concepções econômicas e ambientais próprias, que vem possibilitando a manutenção do seu modo de vida e a produção de um alimento que ganhou notoriedade.

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