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Crítica del concepto de «locus de enunciación»
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Palabras clave

Lugar de la palabra
Djamila Ribeiro
Meditaciones pascalianas
Pierre Bourdieu
Ilusión escolástica

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CABRAL, Matheus. Crítica del concepto de «locus de enunciación». Tematicas, Campinas, SP, v. 34, n. 00, p. e026010, 2026. DOI: 10.20396/tematicas.v34i00.21197. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/21197. Acesso em: 27 jul. 2026.

Resumen

La crítica del presente artículo se refiere al concepto de «lugar de la palabra» desarrollado y presentado por la filósofa Djamila Ribeiro en la obra ¿Qué es el lugar de la palabra? (Ribeiro, 2017). El hilo conductor de la crítica son las reflexiones y tesis del sociólogo Pierre Bourdieu en el libro Meditaciones pascalianas (2007), así como mi experiencia de campo en el marco de las investigaciones de máster y doctorado, que llevé a cabo en Jardim Gramacho (Duque de Caxias/RJ). Ribeiro parece cometer el «error escolástico» señalado por Bourdieu, en el que la filósofa transfigura el mundo vivido y lo vive en su mundo particular pensado escolásticamente. La autora define la ubicación social de la mujer negra tomándose a sí misma como referencia («ego-historia») y abstrae la noción de hombre blanco, lo que produce caricaturas teóricas desconectadas del mundo práctico y, sobre todo, del modo de producción capitalista. En Jardim Gramacho, como contexto empírico, las mujeres negras, a pesar de compartir con la autora los atributos fundamentales de raza y género, se distancian de la filósofa por la condición de clase, que debe ser abordada críticamente, algo que la autora no hace.

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