Análise imunoistoquímica da expressão de ATRX selvagem e isocitrato desidrogenase-1 mutante (R132H) em gliomas humanos difusos de alto e baixo grau histológico
PDF

Palavras-chave

Glioblastoma
IDH-1
ATRX

Como Citar

HAITER, Thiago; ROGERIO, Fabio; TAMANINI, João; FABBRO, Mateus; QUEIROZ, Luciano; TEDESCHI, Helder; GHIZONI, Enrico; CASTILHO, Roger. Análise imunoistoquímica da expressão de ATRX selvagem e isocitrato desidrogenase-1 mutante (R132H) em gliomas humanos difusos de alto e baixo grau histológico. Revista dos Trabalhos de Iniciação Científica da UNICAMP, Campinas, SP, n. 27, p. 1–1, 2019. DOI: 10.20396/revpibic2720192376. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/2376. Acesso em: 18 mar. 2026.

Resumo

Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns. Estas neoplasias são originárias de células gliais e sua fisiopatogênese envolve alterações gênicas e metabólicas. Recentemente, foram descritas mutações no gene da isoforma 1 da isocitrato desidrogenase (IDH-1) que alteram o funcionamento desta enzima. A forma mutante mais comum, IDH-1 R132H, leva a ganho de função, através da qual a IDH-1 mutante passa a sintetizar metabólitos oncogênicos, além de tornar a célula mais suscetível á ação oxidante. Apesar disso, observa-se que indivíduos portadores do IDH-1 R123H respondem melhor aos tratamentos e possuem maior sobrevida. Além das alterações gênicas referentes ao IDH-1 também são descritas mutações no gene ATRX (do inglês, Alpha Thalassemia/Mental Retardation Syndrome X-linked), o qual sintetiza proteína que atua na remodelação da cromatina e manutenção dos telômeros. No presente estudo, foi avaliada, através de imunoistoqúimica, a distribuição tecidual da IDH-1 mutante e ATRX em cortes histológicos de gliomas de baixo (n=25) e alto (n=64) grau de espécimes cirurgicos obtidos de pacientes acompanhados em hospital universitário. Os dados obtidos apoiam o fato de que a imunopositividade para IDH-1 R132H possui relação direta com uma maior sobrevida nos pacientes que possuem tal mutação, enquanto que não verificamos valor prognóstico da mutação do ATRX quando considerada isoladamente.

PDF

Referências

KARSY, MICHAEL et al. (2017) New Molecular Considerations for Glioma: IDH, ATRX, BRAF, TERT, H3 K27M. Current Neurology And Neuroscience Reports, 17 (2); 19.
LOUIS, D.N et al. (2016) WHO classification and grading of tumours of the central nervous system. IARC Press; International Agency for Research on Cancer, Lyon.
OHNO, M et al. Secondary glioblastomas with IDH1/2 mutations have longer glioma history from preceding lower-grade gliomas. Brain Tumor Pathol. 2013 Oct;30(4):224-332.
PARSONS, D.W et al. (2008) An integrated genomic analysis of human glioblastoma multiforme. Science, 321 (5897); 1807-1812.
YAN, H., PARSONS, D.W., JIN, G., et al. (2009) IDH1 and IDH2 mutations in gliomas. N Engl J Med., 360 (8); 765-773.
HABERLER, C., WÖHRER, A. Clinical Neuropathology practice news 2-2014: ATRX, a new candidate biomarker in gliomas. Clinical Neuropathology, 33(3); 108-111.
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2019 Revista dos Trabalhos de Iniciação Científica da UNICAMP