Resumo
O presente projeto de pesquisa trata-se de um relato de caso clínico, com risco ao desenvolvimento psiquico, atendido por uma estagiária de Fonoaudiologia no Grupo de Avaliação e Prevenção de Alterações de Linguagem (GAPAL/FCM/UNICAMP), no período de seis meses. Partindo de uma fundamentação psicanalítica, pode-se considerar a posição autista como uma recusa à entrada na ordem da linguagem, o que gera uma série de impasses para a constituição psíquica do sujeito. Um recurso fundamental para a entrada do bebê no universo da linguagem é o manhês, um modo especial de fala dirigida ao bebê (CATÃO, 2009). Essa fala específica dirigida ao bebê causa grande prazer no sujeito, já que ela vem acompanhada de uma manifestação jubilatória da mãe sob a forma de palavras carregadas de uma musicalidade prazerosa (OLIVEIRA; FLORES; SOUZA, 2011). Os objetivos do estudo são: discutir os efeitos na linguagem do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e analisar os recursos do manhês e da musicalidade como ferramentas na terapia fonoaudiológica. Essa pesquisa justifica-se devido à importância da intervenção precoce em casos em que há indicadores de risco psíquico.

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Copyright (c) 2018 Caroline Sargino Perin, Kelly Cristina Brandao da Silva