Resumo
O presente trabalho procura olhar para as mídias sociais para recuperar o campo discursivo que antecedeu as mobilizações feministas, em uma espécie de pré-história da Primavera das Mulheres, para desvelar as maneiras pelas foram gestadas essas novas formas de ativismo. Metodologicamente, foram utilizados os resultados da pesquisa anterior sobre os grupos feministas no Facebook, aliados a análise de conteúdo das publicações de três páginas de divulgação de conteúdo feminista na mesma rede social, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012 e por meio do software Atlas TI. A principal hipótese aqui trabalhada é a de que, a partir de 2011, com a ascensão do "feminismo comunicacional" (TOMAZETTI e BRIGNOL, 2015) foram renovadas as práticas e estratégias do movimento feminista, que passou a se apropriar das redes sociais como ferramenta para a mobilização. ?

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Copyright (c) 2019 Fernanda Polidoro Paiva, Luciana Ferreira Tatagiba