Resumen
No artigo, esboço uma crítica à psicologia a partir do diálogo com Clóvis Moura e de sua crítica à sociologia. Focamos em como a crítica de Moura sobre a sociologia subordinada ou subdesenvolvida brasileira serve à crítica da psicologia brasileira, considerando também o seu caráter subdesenvolvido ou subordinado. Para isso, transitamos pelos níveis de abstração da crítica mouriana à sociologia (do geral ao particular), extraindo apontamentos para uma psicologia da práxis revolucionária. Constatamos que essa práxis é marxista, pois o que Moura denomina de sociologia da práxis revolucionária é o marxismo. Porém, não um marxismo desdentado (e embranquecido), mas um que se atrele uma práxis radical do conjunto dos explorados e oprimidos, e dela se nutra, naquilo que ele caracterizou como práxis radical negra.
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