Resumen
Este artículo analiza la relación entre el racismo tecnológico y la gestión de residuos sólidos en Brasil, centrándose en los lodos de vidrio, residuos de la trituración de materiales de vidrio, a menudo clasificados como sin valor comercial. El estudio propone un enfoque contracolonial, que transforma la narrativa de victimización de los recolectores de materiales reciclables en el reconocimiento de sus conocimientos tácitos, prácticas de clasificación y contribuciones a la educación ambiental. Estas prácticas, desarrolladas en la vida cotidiana de las cooperativas, demuestran que son productoras de conocimiento e innovación social, capaces de construir alternativas más justas y sostenibles que las impuestas por la lógica tecnológica dominante, ejemplificada por el uso de camiones compactadores que mezclan y comprometen la calidad de los reciclables. Los resultados muestran que valorar la centralidad significa reconocer el poder de las prácticas comunitarias que desafían la descartabilidad y afirman la dignidad social y ambiental.
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