Resumo
O presente trabalho busca apresentar possibilidades de usos da escrita musical na música popular, bem como a reflexão sobre esses processos para os casos de transliteração da cifra, para a análise de improvisação e processos de edição crítica a partir da transcrição e para a recriação musical ou transcriação. Tendo como base o marco teórico da transdisciplinaridade (NICOLESCU, 1999) buscamos autores que se seguem segundo as possibilidades apresentadas: A. Schoenberg, C. Almada, F. Menezes para a discussão crítica dos casos de transliteração; para os casos de transcrição os autores N. Cook e P. Ewell subsidiam a proposta de análise de improvisação enquanto C. Figueiredo e P. Menezes a edição crítica; já as transcriações se dão a partir da ideia do poeta Haroldo de Campos mas musicalmente baseados em F. Pereira (2011). Para tal foram utilizados os exemplos de Gilberto Gil e Djavan para transliteração a transliteração da cifra; Hermeto Pascoal e arranjo de Radamés Gnattali para os casos de transcrição; A. Schoenberg, Fructuoso Vianna e J.S. Bach para a transcriação. A reflexão final extrapola o âmbito dos casos apresentados e autores que corroboram com os argumentos expostos. Nesse sentido, os casos buscam iluminar os tópicos, mais do que servir de exemplo para um aprofundamento do entendimento das obras abordadas. A partir dos levantamentos realizados, além da tentativa de clarificá-los através de uma discussão ampla, os resultados apontaram para a necessidade de futuros estudos no campo da cognição da recepção musical.
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