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Criança amarela: resistência e militância asiático-brasileira nos quadrinhos de Monge Han
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Palavras-chave

Monge Han
Quadrinhos
Raça/etnia
Militância asiático-brasileira

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Como Citar

TAKASHI, Marco; QUELUZ, Marilda Lopes Pinheiro. Criança amarela: resistência e militância asiático-brasileira nos quadrinhos de Monge Han. Proa: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 14, n. 00, p. e024008, 2024. DOI: 10.20396/proa.v14i00.17517. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/17517. Acesso em: 3 mar. 2026.

Resumo

Esse artigo pretende refletir sobre a história em quadrinhos Criança Amarela (2017), de Monge Han, considerando os marcadores identitários de raça e etnia. O conceito de representação de Stuart Hall ajuda a pensar o processo pelo qual a produção de sentido é feita pela linguagem, organizada por signos que carregam valores e indicam as relações de poder construídas historicamente. Os quadrinhos são artefatos e práticas sociais que influenciam e são influenciadas pelo contexto histórico e cultural. As análises tentam entender as imbricações entre vivência, experimentação técnica e expressão artística. É nessa busca pela representação e auto representação que o artista tensiona um sistema cultural hegemônico e possibilita a criação de histórias plurais, desconstruindo estereótipos.

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