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¿Lo que no puede elaborarse del cuerpo femenino retorna en forma de prostitución?
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Palabras clave

Prostitución
Psicoanálisis
Género
Sexualidad femenina
Feminismo de la puta

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OLIVEIRA, Christiana Paiva de. ¿Lo que no puede elaborarse del cuerpo femenino retorna en forma de prostitución?. PROA: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 15, n. 00, p. e025020, 2025. DOI: 10.20396/proa.v15i00.20020. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/20020. Acesso em: 24 jan. 2026.

Resumen

El artículo analiza la prostitución femenina desde una perspectiva psicoanalítica, histórica y social, articulando género, sexualidad y estigma. La investigación, vinculada a un doctorado actualmente en curso en la USP, se basa en entrevistas con siete mujeres cis y trans que ejercen la prostitución, en las que se discuten sus narrativas a la luz de autoras feministas prostitutas, como Monique Prada y Melissa Gira Grant, y de marcos psicoanalíticos freudianos y contemporáneos. El estudio destaca cómo la sociedad construye la división de la feminidad, reduciendo a las mujeres al binomio virgen/prostituta, y cómo el cuerpo femenino, históricamente controlado por el patriarcado y la moral cristiana, regresa como un acto subversivo a través de la prostitución. La estigmatización de esta actividad revela la dificultad social de elaborar la sexualidad femenina, a menudo reprimida y transformada en objeto de violencia simbólica y concreta. Las declaraciones de las entrevistadas demuestran contradicciones entre el deseo, la moral y el poder, exponiendo el papel de la prostitución como espacio de resistencia y apoyo paradójico a la institución del matrimonio. Se concluye que abordar la prostitución es esencial para deconstruir estigmas, repensar los valores sociales sobre la sexualidad femenina y visibilizar el retorno de lo reprimido a la sociedad, ya que “lo que no se puede elaborar del cuerpo femenino regresa en forma de prostitución”.

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