Resumo
Este ensaio visual reflete o processo de territorialização do povo Kiriri do Acré no sul de Minas Gerais, focando no relacionamento com a jurema (Mimosa tenuiflora) como eixo de sua resistência e foco de sua espiritualidade. Através de oito desenhos autorais, produzidos com giz pastel, óleo de coco e grafite, este trabalho documenta a migração da Bahia para a terra verde de Caldas, onde a jurema se estabelece de maneira importante frente ao novo clima e os novos contextos no sul mineiro. A narrativa gráfica percorre desde a entrada da aldeia e as construções em taipa até momentos rituais como a defumação e o Toré. Ao traduzir visualmente falas e contextos observados em campo, os desenhos são ferramentas de reflexão sobre a produção do território e a convivência com seres outros-que-humanos. O ensaio convida a uma imersão na cosmologia Kiriri, revelando como a J/jurema atua como protetora e fio condutor da vida coletiva deste povo indígena em solo mineiro.
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