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"A diferença é só a cor e o dinheiro que eu não tinha”: mulheres negras e as opressões que se interseccionam no trabalho doméstico remunerado
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Palavras-chave

Mulheres negras
Trabalho doméstico
Interseccionalidade

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PINTO, Tatiane de Oliveira. "A diferença é só a cor e o dinheiro que eu não tinha”: mulheres negras e as opressões que se interseccionam no trabalho doméstico remunerado. Tematicas, Campinas, SP, v. 33, n. 66, p. 119–156, 2025. DOI: 10.20396/tematicas.v33i66.20218. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/20218. Acesso em: 24 jan. 2026.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar uma discussão sobre a trajetória de mulheres negras no trabalho doméstico remunerado sob uma perspectiva interseccional. O estudo foi realizado por meio de etnografia, cujas estratégias metodológicas para o trabalho de campo foram a observação participante e entrevistas. A reflexão aponta para a revelação de uma experiência vivida na trajetória de uma trabalhadora doméstica com a qual se encontram inúmeras outras trajetórias de mulheres negras brasileiras, a partir de sua vida cotidiana e percurso trabalhista, em um país que tardou a reconhecer as domésticas como pertencentes à classe trabalhadora e sujeitas de direitos. Como resultados, é possível inferir que mesmo com as mudanças alcançadas após uma década da PEC das Domésticas (BRASIL, 2013), ainda persistem o estigma e a invisibilidade em uma dimensão de desigualdades que se entrecruzam e se sobrepõem com disparidades de raça, gênero, classe e geração. Nas considerações finais, se expõe que a articulação de trabalhadoras domésticas com os movimentos negros, sindicais e feministas instituiu um projeto decolonial por meio da solidariedade política entre mulheres negras que, ao serem integradas a uma ação de grupo em sindicatos de domésticas, são impulsionadas à luta pela efetivação de direitos e à emancipação.

 

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