Banner Portal
Casa abrigo para mulheres em situação de violência no estado do Rio de Janeiro: um estudo sobre o Lar da Mulher e suas profissionais
PDF

Palavras-chave

Casa abrigo
Violência contra a mulher
Equipe profissional

Métricas

Como Citar

MELO, Luiza Costa. Casa abrigo para mulheres em situação de violência no estado do Rio de Janeiro: um estudo sobre o Lar da Mulher e suas profissionais. Tematicas, Campinas, SP, v. 34, n. 00, p. e026009, 2026. DOI: 10.20396/tematicas.v34i00.20510. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/20510. Acesso em: 22 jun. 2026.

Resumo

O objetivo do artigo é explorar e compreender a prática profissional da equipe técnica da casa abrigo, política pública voltada para mulheres em situação de violência doméstica intraconjugal ou intrafamiliar e ameaçadas de morte. A pesquisa investiga sua preparação para o serviço, suas narrativas sobre o trabalho, sobre o fenômeno social da violência de gênero e sobre a política pública em si. O trabalho se baseia em observação de campo na casa abrigo Lar da Mulher (RJ), entrevistas semiestruturadas, levantamento de dados quantitativos das vítimas acolhidas e, por fim, faz uma análise comparativa entre outros estudos de caso em casas-abrigo. Os resultados apontaram falhas na oferta de políticas estatais que garantam habitação, renda e alimentação às recém-egressas da casa e a falta de uma equipe de saúde no abrigo. Apesar disso, as profissionais demonstraram grande apreço e satisfação pelo ofício, esforçando-se para além de suas atribuições, o que evidencia uma dinâmica de “gestão da escassez”. Uma sólida integração da equipe garante o pleno funcionamento da instituição.

PDF

Referências

AGUIAR, J. M.; D’OLIVEIRA, A. F. P. L.; SCHRAIBER, L. B. Mudanças históricas na rede intersetorial de serviços voltados à violência contra a mulher – São Paulo, Brasil. Interface (Botucatu), 2020.

ALBUQUERQUE, Elaine Cristina Costa de; ALMEIDA, Kelma Xavier de; FERREIRA, Vera Suely Moraes; MENDES, Rhida Warly dos Reis; SANTOS, Ivanete da Silva Frota dos. O perfil da mulher vítima de violência e o atendimento da Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz. Gênero na Amazônia, Belém, n. 14, p. 76-88, jul./dez. 2018.

BEAUD, Stéphane; WEBER, Florence. Guia para a pesquisa de campo: produzir e analisar dados etnográficos. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

BEZERRA, Juliana. Lei Maria da Penha. Toda Matéria, 5 mar. 2021. Política. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/lei-maria-da-penha/. Acesso em: 6 dez. 2022.

BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Brasília, DF, ago. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em: 6 dez. 2022.

BRASIL. Diretrizes nacionais para abrigamento de mulheres em situação de risco e de violência. Brasília: [s.n.], 2011.

CARLOTO, Cássia Maria; CALÃO, Vanusa Ferreira. A importância e o significado da Casa de Abrigo para mulheres em situação de violência conjugal. Emancipação, v. 6, p. 205-226, 2006.

CHAVES, Isabella; GARCIA, Loreley. O celular ou a vida: a casa-abrigo sob a ótica de mulheres em situação de violência. Revista Ártemis, v. 27, n. 1, p. 423-442, jan./jun. 2019.

CONCEIÇÃO, Carolina Silveira da; MORA, Claudia Mercedes. Respeito é bom e eu gosto: trajetórias de vida de mulheres negras assistidas por um Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 7, 2020.

CORDEIRO, Natália. Ação governamental e direitos das mulheres: abrigamento para mulheres ameaçadas de morte no Brasil. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, n. 23, p. 259-294, maio/ago. 2017.

DESLAURIERS, Jean-Pierre; KÉRISIT, Michèle. O delineamento de pesquisa qualitativa. In: POURPART et al. Pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. 4. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2014. p. 127-153.

EFREM FILHO, Roberto. A reivindicação da violência: gênero, sexualidade e a constituição da vítima. Cadernos Pagu, Campinas, n. 50, e175007, 2017.

ESTADO do Rio teve aumento de 48% no número de feminicídios em 2021, aponta relatório. Brasil de Fato, 2022. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2022/03/10/estado-do-rio-teve-aumento-de-48-no-numero-de-feminicidios-em-2021-aponta-relatorio. Acesso em: 7 fev. 2022.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário brasileiro de segurança pública 2025. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2025.

FREIRE, Lucas; CASTRO, Rosana. Apresentação do dossiê “Entre ‘precariedades’, ‘crises’ e o ‘colapso’: perspectivas antropológicas sobre o ‘desmonte’ do SUS”. Anuário Antropológico, Brasília, v. 47, n. 2, p. 74-92, 2022.

GREGORI, Maria Filomena. As desventuras do vitimismo. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 143-149, 1993.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: SILVA, Luiz Antonio Machado da (org.). Ciências sociais hoje, 1984. São Paulo: ANPOCS, 1984. p. 223-244.

INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA (Rio de Janeiro). Dossiê Mulher 2025: versão temática de 20 anos (ano-base 2024). Rio de Janeiro: Instituto de Segurança Pública, 2025.

KRENKEL, Scheila; MORÉ, Carmen Leontina Ojeda Ocampo. O acolhimento dos profissionais que atuam em casa-abrigo na perspectiva de mulheres que sofreram violência. Psico, Porto Alegre, v. 46, n. 2, p. 254-264, abr./jun. 2015.

LIMA, Márcia. O uso da entrevista na pesquisa empírica. In: ALONSO, Angela; MIRANDA, Danilo Santos de. Métodos de pesquisa em Ciências Sociais: bloco qualitativo. São Paulo: CEBRAP, 2016. p. 24-41.

MACEDO, Camila Sousa; ALMEIDA, Maria Antonieta Pereira Tigre. O acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. Id on Line Revista de Psicologia, v. 10, n. 33, jan. 2017.

MANSUIDO, Mariane. Entenda o que é feminicídio e a lei que tipifica esse crime. Câmara Municipal de São Paulo, 10 ago. 2020. Mulheres. Disponível em: https://www.saopaulo.sp.leg.br/mulheres/entenda-o-que-e-feminicidio-e-a-lei-que-tipifica-esse-crime/. Acesso em: 6 dez. 2022.

MIRANDA, Bruna Woinorvski de. A política nacional de abrigamento de mulheres em situação de risco e violência. Periódico do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero e Direito, v. 6, n. 2, p. 43-68, 2017.

NADAI, Larissa. Entre estupros e convenções narrativas: os cartórios policiais e seus papéis numa delegacia de defesa da mulher (DDM). Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 22, n. 46, p. 65-96, 2016.

POUGY, Lilia Guimarães. Propostas de sustentabilidade afirmadoras dos direitos humanos. Revista Gênero, Niterói, v. 13, n. 1, p. 41-60, 2. sem. 2012.

SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2011.

SANTOS, Cecília M. Da Delegacia da Mulher à Lei Maria da Penha: lutas feministas de combate à violência contra mulheres no Brasil. Oficina do CES, Coimbra, n. 301, 2008.

SANTOS, Cecília MacDowell dos. Para uma abordagem interseccional da Lei Maria da Penha. In: MACHADO, Isadora Vier (org.). Uma década de Lei Maria da Penha: percursos, práticas e desafios. Curitiba: CRV, 2017. p. 39-62.

SILVA, D. A.; SILVA, M. G.; FERREIRA, P. L. de A.; VIANA, F. G. M. de C. B.; ACIOLIE, S. C.; LESSI, G. C. A depressão como consequência da violência doméstica em mulheres vítimas. SEMPESq - Semana de Pesquisa da Unit - Alagoas, n. 8, 2020.

SOUTO, Luiza; BRANDALLISE, Camila. Brasil teve 12 denúncias de violência contra mulher por hora em 2020. Universa UOL, 7 mar. 2021. Violência contra a mulher. Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/03/07/ministerio-da-mulher-apresenta-dados-de-2020.htm. Acesso em: 6 dez. 2022.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Luiza Costa Melo

Downloads

Download data is not yet available.