Resumo
Este artigo analisa a fotografia humanista sob a perspectiva da autoria, investigando como a subjetividade do fotógrafo se inscreve na imagem. A partir do estudo de caso de Ratão Diniz, propõe-se o conceito de amor diferencial como força mobilizadora da fotografia humanista. Utilizando o método biografemático, identificamos como sua trajetória pessoal atravessa sua obra, transformando sua fotografia em um espaço de encontro e resistência. Conclui-se que o amor diferencial não é apenas um elemento da fotografia humanista, mas seu requisito fundamental, pois é ele que possibilita uma representação ética e comprometida com os sujeitos fotografados.
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