Abstract
Experiencing the intersectionalities of a bisexual black woman from the countryside in the Amazon of Pará is reflecting on the structures of violence and belonging through the community that can build this experience. In view of this, this research aims to reflect on how the process of belonging works for a bisexual black woman who moves from the interior (Bragança-PA) to the capital (Belém-PA), starting from a decolonial and qualitative perspective and using it as a methodological instrument the writing of Conceição Evaristo. Therefore, it is worth recognizing that the territory and its contexts, such as cisheteronormative structures, have a significant impact on self-recognition, as well as the presence of the community and aquilombamento have positive effects on processes of recognition and recovery of the self.
References
BERTH, Joice. Se a Cidade fosse nossa: racismos, falocentrismos e opressões na cidade/Joice Berth. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2023.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: A construção do outro como não ser como fundamento do ser. Brasil: Zahar, 2023.
CÂMARA, Flávia Danielle da Silva. Mulheres negras amazônidas frente à cidade morena: o lugar da psicologia, os territórios de resistência Dissertação de Psicologia (PPGP), Universidade Federal do Pará, Belém, 2017.
COLLINS, Patricia Hill. Black Feminist Thought. Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment. New York: Routledge, 2000.
EISNER, Shiri. Bi: Notes for a bisexual revolution. Berkeley: Seal, 2013.
EVARISTO, Conceição. Entrevista à jornalista Ivana Dorali, para o Instituto Maria e João Aleixo – IMJA, em 16 julho de 2018. Disponível em: https://pt-br.facebook.com/InstitutoMariaeJoaoAleixo/videos/nesta-segunda--feira-dia-16-a-jornalista-do-instituto-maria-e-jo%C3%A3o-aleixo-e--edito/2110402662562349/. Acesso em: 12/janeiro/2024.
EVARISTO, Conceição. Da grafia-desenho de minha mãe um dos lugares de Nascimento de minha escrita. In: ALEXANDRE, Marcos Antônio. (Org.). Representações performáticas brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. Belo Horizonte: Mazza, 2007.
EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
FACCHINI, Regina. Bissexualidade em movimento [Post do Blog Espaço B], 2009. Disponível em: http://blog-espaco-b.blogspot.com.br/2010/06/bissexualidade-em-movimento-agostode2004.html. Acesso em: 12/janeiro/2024.
Frente Bissexual Brasileira. “Manifesto Bissexual Brasileiro”. 2021. Disponível em: https://www.frentebissexualbrasileira.org/manifesto-bissexual-brasileiro/. Acesso em: 12/Janeiro/2024.
FIGUEIREDO, Angela. Epistemologia insubmissa feminista negra decolonial. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 12, n. 29, 2020. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180312292020e0102. Acesso em: 11/agosto/2024.
GOOB, Ulrich. Concepts of bisexuality. Journal of Bisexuality, v. 8, n. 1-2, p. 9-23. 2008.
GONTIJO, Fabiano. As experiências da diversidade sexual e de gênero no interior da Amazônia: apontamentos para estudos nas ciências sociais. Ciência e Cultura, 2017.
GONZAGA, Paula Rita Bacellar. Ser lésbica negra é sempre procurar uma terceira saída. In: “A gente é muito maior, a gente é um corpo coletivo”: produções de si e de mundo a partir da ancestralidade, afetividade e intelectualidade de mulheres negras lésbicas e bissexuais. Tese de Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais, 2019.
HOOKS, Bell. Yearning, Race, Gender and Cultural Políticas. Boston: South End Press, 1990.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades e Estados. Brasília, DF: IBGE, 2022.
JAEGER, Melissa Bittencourt; LONGHINI, Geni Nuñez; OLIVEIRA, João Manuel de; TONELI, Maria Juracy Filgueiras. Bissexualidade, bifobia e monossexismo: problematizando enquadramentos. Periódicus: Revista de Estudos Indisciplinares em Gêneros e Sexualidades, v. 2, n. 11, 2019.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Editora Cobogó, 2020.
LEWIS, Elizabeth S. “Não é uma fase”: Construções identitárias em narrativas de ativistas LGBT que se identificam como bissexuais. Dissertação de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.
LORDE, Audre. Irmã outsider. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
MARTINS, Waleska; OLIVEIRA MARTINS, Sérgio Ricardo. Corpos em Escrevivência: Uma reflexão sobre o corpo e outras estratégias de resistência. Revell – Revista de Estudos Literários da UEMS, v. 1, n. 24, p. 534–560, 2020. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/4814. Acesso em: 15 / janeiro / 2024.
MELLO, Luiz; GONÇALVES, Eliane. Diferença e interseccionalidade: notas para pensar práticas em saúde. Programa de pós-graduação em ciências da ufrn, v.11, n. 2, 2010.
MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 94, 2017.
MOSCHKOVICH, Marília. Ebisteme: Bissexualidade como epistemologia. São Paulo: Editorial Linha a Linha, 2022.
PACHECO, Ana Cláudia Lemos. Mulher negra: afetividade e solidão. EDUFBA, 2013.
PINHEIRO, Tainara Lúcia; RODRIGUES, Carmem Izabel. Mediações visíveis na cidade: olhares sobre o racismo em Belém do Pará. Nova Revista Amazônica, v. 8, n. 2, 2020. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13016 . Acesso em: 11/agosto/2024.
RATS, Alex. Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do estado de São Paulo: Instituto Kuanza, 2007.
ROSS, Lori E., DOBINSON, Cheryl; EADY, Allison. Perceived determinants of mental health for bisexual people: a qualitative examination. Am J Public Health, v. 100, n. 3, p. 496–502, 2010.
RUFINO, Luiz. Pedagogia das Encruzilhadas- Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2019.
SANTOS, Neusa. Tornar-se Negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.
SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora; PISEAGRAMA, 2023.
SIQUEIRA, Monalisa Dias de; KLIDZIO, Danieli. Bissexualidade e Pansexualidade: Identidades Monodissidentes no contexto Interiorano do Rio Grande do Sul. Revista Debates Insubmissos, v. 3, n° 9, 2020.
SENA, José. Corpos dissidentes, saúde sexual e microbiopolitica de resistência na Amazônia atlântica. Trabalho em linguística aplicada, n. 59, v. 3, 2020.
SOUTO, S. É tempo de aquilombar: da tecnologia ancestral à produção cultural contemporânea. Políticas Culturais em Revista, v. 14, n. 2, p. 142–159, 2021. DOI: 10.9771/pcr.v14i2.44151. Acesso em: 30/ janeiro/2024.
WESCHENFELDER, Viviane Inês; FABRIS, Elí Terezinha Henn. Tornar-se mulher negra: escrita de si em um espaço interseccional. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 3, e54025, 2019.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Copyright (c) 2024 Aline Stefany Queiroz Leite, Rodrigo Cleber Leão de Oliveira
