Banner Portal
 Encruzilhadas de mim: o percurso de pertencimento a partir da escrevivência de uma mulher negra bissexual em Belém-Pará
PDF

Palavras-chave

Bissexualidade
Mulher negra
Escrevivência
Território

Métricas

Como Citar

LEITE, Aline Stefany Queiroz; OLIVEIRA, Rodrigo Cleber Leão de.  Encruzilhadas de mim: o percurso de pertencimento a partir da escrevivência de uma mulher negra bissexual em Belém-Pará . Tematicas, Campinas, SP, v. 32, n. 64, p. 142–161, 2024. DOI: 10.20396/tematicas.v32i64.18635. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/18635. Acesso em: 25 jan. 2026.

Resumo

Viver as interseccionalidades de uma mulher negra bissexual interiorana na Amazônia paraense é refletir sobre as estruturas de violências e pertencimentos através da coletividade que podem construir esta experiência. Diante disso, esta pesquisa tem por objetivo refletir como funciona o processo de pertencimento para uma mulher negra bissexual que se desloca do interior (Bragança-PA) para a capital (Belém-PA), partindo de uma perpectiva descolonial e qualitativa e utilizando como instrumento metodológico a escrevivência de Conceição Evaristo. Portanto, cabe reconhecer que o território e seus contextos, como por exemplo as estruturas cisheteronormativas, impactam significativamente no autorreconhecimento, bem como a presença da coletividade e do aquilombamento têm efeitos positivos para processos de reconhecimento e retomada de si.

PDF

Referências

BERTH, Joice. Se a Cidade fosse nossa: racismos, falocentrismos e opressões na cidade/Joice Berth. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2023.

CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: A construção do outro como não ser como fundamento do ser. Brasil: Zahar, 2023.

CÂMARA, Flávia Danielle da Silva. Mulheres negras amazônidas frente à cidade morena: o lugar da psicologia, os territórios de resistência Dissertação de Psicologia (PPGP), Universidade Federal do Pará, Belém, 2017.

COLLINS, Patricia Hill. Black Feminist Thought. Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment. New York: Routledge, 2000.

EISNER, Shiri. Bi: Notes for a bisexual revolution. Berkeley: Seal, 2013.

EVARISTO, Conceição. Entrevista à jornalista Ivana Dorali, para o Instituto Maria e João Aleixo – IMJA, em 16 julho de 2018. Disponível em: https://pt-br.facebook.com/InstitutoMariaeJoaoAleixo/videos/nesta-segunda--feira-dia-16-a-jornalista-do-instituto-maria-e-jo%C3%A3o-aleixo-e--edito/2110402662562349/. Acesso em: 12/janeiro/2024.

EVARISTO, Conceição. Da grafia-desenho de minha mãe um dos lugares de Nascimento de minha escrita. In: ALEXANDRE, Marcos Antônio. (Org.). Representações performáticas brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. Belo Horizonte: Mazza, 2007.

EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016.

FACCHINI, Regina. Bissexualidade em movimento [Post do Blog Espaço B], 2009. Disponível em: http://blog-espaco-b.blogspot.com.br/2010/06/bissexualidade-em-movimento-agostode2004.html. Acesso em: 12/janeiro/2024.

Frente Bissexual Brasileira. “Manifesto Bissexual Brasileiro”. 2021. Disponível em: https://www.frentebissexualbrasileira.org/manifesto-bissexual-brasileiro/. Acesso em: 12/Janeiro/2024.

FIGUEIREDO, Angela. Epistemologia insubmissa feminista negra decolonial. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 12, n. 29, 2020. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180312292020e0102. Acesso em: 11/agosto/2024.

GOOB, Ulrich. Concepts of bisexuality. Journal of Bisexuality, v. 8, n. 1-2, p. 9-23. 2008.

GONTIJO, Fabiano. As experiências da diversidade sexual e de gênero no interior da Amazônia: apontamentos para estudos nas ciências sociais. Ciência e Cultura, 2017.

GONZAGA, Paula Rita Bacellar. Ser lésbica negra é sempre procurar uma terceira saída. In: “A gente é muito maior, a gente é um corpo coletivo”: produções de si e de mundo a partir da ancestralidade, afetividade e intelectualidade de mulheres negras lésbicas e bissexuais. Tese de Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais, 2019.

HOOKS, Bell. Yearning, Race, Gender and Cultural Políticas. Boston: South End Press, 1990.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades e Estados. Brasília, DF: IBGE, 2022.

JAEGER, Melissa Bittencourt; LONGHINI, Geni Nuñez; OLIVEIRA, João Manuel de; TONELI, Maria Juracy Filgueiras. Bissexualidade, bifobia e monossexismo: problematizando enquadramentos. Periódicus: Revista de Estudos Indisciplinares em Gêneros e Sexualidades, v. 2, n. 11, 2019.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Editora Cobogó, 2020.

LEWIS, Elizabeth S. “Não é uma fase”: Construções identitárias em narrativas de ativistas LGBT que se identificam como bissexuais. Dissertação de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.

LORDE, Audre. Irmã outsider. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.

MARTINS, Waleska; OLIVEIRA MARTINS, Sérgio Ricardo. Corpos em Escrevivência: Uma reflexão sobre o corpo e outras estratégias de resistência. Revell – Revista de Estudos Literários da UEMS, v. 1, n. 24, p. 534–560, 2020. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/4814. Acesso em: 15 / janeiro / 2024.

MELLO, Luiz; GONÇALVES, Eliane. Diferença e interseccionalidade: notas para pensar práticas em saúde. Programa de pós-graduação em ciências da ufrn, v.11, n. 2, 2010.

MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 94, 2017.

MOSCHKOVICH, Marília. Ebisteme: Bissexualidade como epistemologia. São Paulo: Editorial Linha a Linha, 2022.

PACHECO, Ana Cláudia Lemos. Mulher negra: afetividade e solidão. EDUFBA, 2013.

PINHEIRO, Tainara Lúcia; RODRIGUES, Carmem Izabel. Mediações visíveis na cidade: olhares sobre o racismo em Belém do Pará. Nova Revista Amazônica, v. 8, n. 2, 2020. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13016 . Acesso em: 11/agosto/2024.

RATS, Alex. Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do estado de São Paulo: Instituto Kuanza, 2007.

ROSS, Lori E., DOBINSON, Cheryl; EADY, Allison. Perceived determinants of mental health for bisexual people: a qualitative examination. Am J Public Health, v. 100, n. 3, p. 496–502, 2010.

RUFINO, Luiz. Pedagogia das Encruzilhadas- Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2019.

SANTOS, Neusa. Tornar-se Negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.

SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora; PISEAGRAMA, 2023.

SIQUEIRA, Monalisa Dias de; KLIDZIO, Danieli. Bissexualidade e Pansexualidade: Identidades Monodissidentes no contexto Interiorano do Rio Grande do Sul. Revista Debates Insubmissos, v. 3, n° 9, 2020.

SENA, José. Corpos dissidentes, saúde sexual e microbiopolitica de resistência na Amazônia atlântica. Trabalho em linguística aplicada, n. 59, v. 3, 2020.

SOUTO, S. É tempo de aquilombar: da tecnologia ancestral à produção cultural contemporânea. Políticas Culturais em Revista, v. 14, n. 2, p. 142–159, 2021. DOI: 10.9771/pcr.v14i2.44151. Acesso em: 30/ janeiro/2024.

WESCHENFELDER, Viviane Inês; FABRIS, Elí Terezinha Henn. Tornar-se mulher negra: escrita de si em um espaço interseccional. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 3, e54025, 2019.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Copyright (c) 2024 Aline Stefany Queiroz Leite, Rodrigo Cleber Leão de Oliveira

Downloads

Download data is not yet available.