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"Posibilidad y limitación": una etnografía del trabajo teatral a partir de la política pública cultural
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Palabras clave

Neoliberalismo
Cultura
Política pública
Teatro de grupo
Relaciones laborales

Cómo citar

MARTINS, João Rodrigo Vedovato. "Posibilidad y limitación": una etnografía del trabajo teatral a partir de la política pública cultural. Tematicas, Campinas, SP, v. 34, n. 00, p. e026008, 2026. DOI: 10.20396/tematicas.v34i00.20657. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/20657. Acesso em: 7 aug. 2026.

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Resumen

Este artículo analiza las formas de subjetivación en el trabajo artístico de los grupos teatrales clasificados en la categoría teatro de grupo en la ciudad de São Paulo, en relación con las políticas públicas de cultura, en un contexto marcado por la neoliberalización del sector cultural. En diálogo con Michel Foucault, entiendo que las políticas públicas de cultura son partes constitutivas de la racionalidad gubernamental neoliberal contemporánea. En este sentido, investigo cómo, a través de las prácticas cotidianas de organización del trabajo, producción artística y relación con el territorio y los públicos, los colectivos teatrales resignifican la Ley de Fomento al Teatro para la Ciudad de São Paulo, negociando sus intereses estéticos, poéticos y políticos en procesos simultáneos de sujeción y libertad. Estas negociaciones se desarrollan frente a las nociones de economía creativa y la lógica de la gestión cultural, que orientan, gestionan y regulan los financiamientos y producciones del área. Metodológicamente, este artículo se basa en una investigación etnográfica realizada con los grupos Cia. O Grito y Engenho Teatral. Durante el trabajo de campo, asistí a reuniones, ensayos y presentaciones, y analicé un conjunto de textos, publicaciones y proyectos culturales producidos por los grupos. La investigación también incluyó entrevistas con integrantes de los colectivos.

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