A nova geopolítica da inteligência artificial: o Brasil entre a dependência e o desenvolvimento
Sinopse
A Inteligência Artificial consolidou-se como um dos principais elementos da competição geopolítica contemporânea, transformando infraestrutura computacional, dados e capacidade tecnológica em fatores estratégicos de desenvolvimento e soberania nacional. Este capítulo analisa o posicionamento do Brasil diante dessa nova realidade, argumentando que o país ainda concentra seu debate predominantemente na regulação da IA, enquanto as principais potências mundiais priorizam investimentos em infraestrutura, pesquisa, inovação e capacidade computacional. O texto discute os riscos da dependência tecnológica, destacando a necessidade de compreender a IA como infraestrutura crítica para a competitividade econômica, a eficiência do Estado e a autonomia estratégica. São examinadas as possibilidades de aplicação da IA na modernização da administração pública, na gestão de políticas públicas e no aumento da produtividade governamental, bem como a importância de uma estratégia nacional baseada na integração entre Estado, universidades, setor produtivo e pesquisa científica. O capítulo também aborda o papel das tecnologias abertas, da coordenação institucional e da construção de capacidades nacionais como elementos essenciais para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a soberania computacional. Conclui que o futuro do Brasil dependerá menos da capacidade de regular a Inteligência Artificial e mais da capacidade de utilizá-la como instrumento de desenvolvimento econômico, fortalecimento institucional e projeção internacional.
Palavras-chave: Inteligência Artificial; Geopolítica; Soberania Computacional; Desenvolvimento Nacional; Estado Inteligente.
Downloads
Páginas
Publicado
Categorias
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

