Do Estado reativo ao Estado inteligente: fiscalizar com inteligência artificial, decidir com pessoas

Authors

Robisom Damasceno Calado, Laboratório de Design Thinking, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade Federal Fluminense; Edmilson Suassuna da Silva, Laboratório de Design Thinking, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade Federal Fluminense; Alexandre Beraldi Santos, Laboratório de Design Thinking, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade Federal Fluminense; Samuel Alves Barbi Costa, Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais; Raul Araújo da Silva , Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro; Vladimir Paschoal Macedo, Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro

Synopsis

A transformação digital do setor público exige que a Inteligência Artificial seja compreendida como um instrumento para ampliar a capacidade do Estado de planejar, fiscalizar e decidir com maior eficiência, transparência e responsabilidade. Este capítulo analisa a transição de um modelo de fiscalização reativo para um Estado inteligente, capaz de utilizar dados, automação e sistemas de IA para fortalecer a regulação e a governança pública. A partir de uma demonstração controlada baseada em cenários sintéticos de agências reguladoras brasileiras, os autores avaliam a aplicação de compliance computável, integração de dados por interfaces digitais e agentes de IA voltados à organização de evidências e apoio à atividade regulatória. Os resultados evidenciam ganhos expressivos na detecção de irregularidades, mantendo a decisão final sob responsabilidade humana. O capítulo discute ainda os riscos associados à opacidade algorítmica, à dependência tecnológica, à proteção de dados e à preservação da accountability, propondo cinco pré-requisitos institucionais para a adoção responsável da IA no setor público e recomendações para uma política nacional de governança algorítmica. Conclui que a Inteligência Artificial pode fortalecer a capacidade estatal e a prestação de serviços públicos, desde que orientada por princípios de transparência, supervisão humana, soberania digital e compromisso democrático.

Palavras-chave: Inteligência Artificial; Governança Pública; Estado Inteligente; Regulação; Governança Algorítmica.

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Published

July 6, 2026

How to Cite

CALADO, Robisom Damasceno; SILVA, Edmilson Suassuna da; SANTOS, Alexandre Beraldi; COSTA, Samuel Alves Barbi; SILVA , Raul Araújo da; MACEDO, Vladimir Paschoal. Do Estado reativo ao Estado inteligente: fiscalizar com inteligência artificial, decidir com pessoas. In: MIN, Li Li et al. Brasil para o futuro: inteligência artificial, desenvolvimento e democracia. Campinas, SP: Portal de Livros Abertos da UNICAMP,2026. p. 31–42. DOI: 10.20396/ISBN9786550930202/cap2. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/omp/index.php/ebooks/catalog/book/189/chapter/58. Acesso em: 25 aug. 2026.