Resumen
Este artículo selecciona y analiza cinco recomendaciones hechas por Quintiliano (Inst. 6.3) respecto al uso del humor en un contexto forense, comparándolos con los casos narrados como ejemplares tanto por el propio Quintiliano como por Cicerón (De Or. 2,216-290), unos 140 años antes. Se investigan las posibles discrepancias entre la teoría y la práctica reportadas por los rectores, así como la permanencia (o no) de ciertos valores en la recepción de los discursos contemporáneos. Con esto, pretendemos evaluar en qué medida nuestra sensibilidad moderna confirma o desafía la tesis según la cual los chistes constituyen un tipo de texto perfectamente intercultural.
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