Resumen
El texto aborda los regímenes de visibilidad, autoría y género entre el surrealismo, como movimiento artístico, y las prácticas artísticas en Instagram. El arte se presenta como una práctica atravesada por la tecnología, la reputación, el dinero y la disputa simbólica. Las mujeres artistas, antes relegadas al papel decorativo de musa, ahora deben negociar su existencia en plataformas que lo cuentan todo, lo miden todo y castigan rápidamente: «me gusta», alcance, interacción, silencio. A partir de una investigación empírica con el hashtag #surrealism, el artículo muestra que el reconocimiento artístico no es mérito ni una trayectoria ascendente; es inestable, desigual y moldeado por algoritmos que personalizan la visibilidad y refuerzan las jerarquías. En diálogo con teorías feministas y ciberfeministas, se argumenta que Instagram ha reinventado el control con una interfaz amigable. Aun así, entre la censura, la exposición forzada y el desgaste, las redes siguen siendo un lugar donde las artistas insisten, hacen ruido, sabotean las expectativas y provocan otras formas posibles de existir.
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