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A bunda, o algoritmo e o dissenso: Arte e gênero entre surrealismo e Instagram
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Palavras-chave

Surrealismo
Gênero
Instagram
Algoritmos
Visibilidade artística

Como Citar

SOUZA, Adriana Nunes de. A bunda, o algoritmo e o dissenso: Arte e gênero entre surrealismo e Instagram. Proa: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 16, p. e026006, 2026. DOI: 10.20396/proa.v16i00.21003. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/21003. Acesso em: 28 jul. 2026.

Resumo

O texto versa sobre os regimes de visibilidade, autoria e gênero entre o surrealismo, enquanto movimento artístico, e as práticas artísticas no Instagram. A arte aparece como prática atravessada por tecnologia, reputação, dinheiro e disputa simbólica. Mulheres artistas, antes empurradas para o papel decorativo de musa, agora precisam negociar sua existência em plataformas que contam tudo, medem tudo e punem rápido: likes, alcance, engajamento, silêncio. A partir de uma pesquisa empírica com a hashtag #surrealism, o artigo mostra que o reconhecimento artístico não é mérito nem linha ascendente; é instável, desigual e moldado por algoritmos que personalizam a visibilidade e reforçam hierarquias. Em diálogo com teorias feministas e ciberfeministas, argumenta-se que o Instagram reinventou o controle com uma interface amigável. Ainda assim, entre censura, exposição forçada e desgaste, as redes seguem sendo um lugar onde as artistas insistem, fazem ruído, sabotam expectativas e provocam outros modos possíveis de existir.

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